Henrique Alves não acredita em disputa sem Carlos Eduardo
Deputado espera que ex-prefeito supere impasse e colabore com um debate ideias ao lado de Hermano Morais e Rogério Marinho. Henrique E...
https://novonoticiasrn.blogspot.com/2012/06/henrique-alves-nao-acredita-em-disputa.html
Deputado espera que ex-prefeito supere impasse e colabore com um debate ideias ao lado de Hermano Morais e Rogério Marinho.
O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, espera que o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves supere o impasse com a Câmara Municipal e seja um dos candidatos que "têm muito a contribuir com o debate para uma Natal melhor".
Ele comenta ainda que, embora Carlos Eduardo lidere as pesquisas, a maior parte do eleitorado natalense não definiu em quem vai votar. Por falar em definição, a propósito, Alves promete que o vice de Hermano será concretizado no próximo fim de semana.
Na seara nacional, ele acredita que será o próximo presidente da Câmara dos Deputados, mas que e a eleição para a definição do posto não está definida, conforme a seguinte entrevista:
Nominuto: A imprensa não pára de noticiar fatos que comprometem seu projeto de se tornar o presidente da Câmara. Você diz que confia, contudo, no acordo com o PT. A eleição está definida?
HEA: Não. Tenho otimismo de o PMDB eleger o presidente da Câmara. Há compromisso desde Chinaglia de revezamento entre os dois maires partidos. Michel Temer foi presidente, agora é Marco. Dois partidos não escolhem o presidente. Buscamos consenso para eleger um com interlocução representativa. Se Deus quiser, sou otimista em relação a esse sonho que possa realizar.
Muitos deputados têm aproveitado a CPMI do Cachoeira para manifestar a contrariedade que têm pela pouca interlocução do Planalto, dando sinais de retaliação ao projeto do PT. Nesses episódios, seu nome sempre aparece como “líder dos amotinados”, costurando apoios para sua eleição.
Vamos dividir essa questão em duas. A CPI em primeiro lugar. Seria um absurdo um comportamente desses na CPI, que demanda maturidade e responsabilidade. Se comportar assim por contrariedade ao goveno não é correto. A CPI tem um foco que deve ser seguido. Em relação ao Legislativo, não posso negar que há uma insatisfação com a maneira com que o governo tem dialogado. Mas não culpo a presidente Dilma. Muitas vezes é um ministro A ou B que privilegia um partido A ou B, principalmente em ano eleitoral. As emendas dos parlamentares aos municípios não são grandes obras. Há excesso de burocracias, agravado pelos descasos de alguns ministros, o que têm causado descontentamento na base, do PMDB, do próprio PT e outros partidos. Quero ajudar a aquietar essa situação e abrir um diálogo para criar uma condição mais tranquila.
Enquanto a presidente vetou as emendas do Congresso ao OGU, paralelamente, parlamentares do PT distribuíam benesses com proventos da União. Como o PMDB encarou isso?
Veja bem, a questão da emenda não é um favor do Executivo. É um direito do poder Legislativo. No orçamento da União tem o direito do parlamentar de reivindicar emendas que foram aprovadas. O orçamento é uma lei que foi aprovada e tem que ser cumprida. Queremos tornar o orçamento impositivo, para não depender de vontades de governos. Se você aprovou, deve ser cumprido. Deve ter mais fiscalização e mais debate na discussão da matéria.
N: A presidente se reuniu com governadores e um dos pontos foi a guerra fiscal entre os estados. Há notícias sobre um consenso?
HEA: Não. É uma questão difícil essa. As desigualdade geradas pela questão... O Norte e Nordeste que saem no prejuízo. A influéncia do Sul. É uma guerra que...
N: Por falar em guerra, outra, de mesmo assunto é a da definição do Fundo de Participação dos Estados. Como está a matéria?
HEA: Queremos conseguir do Supremo um prazo maior para manter o benefício enquanto estudamos uma proposta. Ele realmente tem que passar por revisão, mas é difícil mexer num assunto que vai implicar perdas para alguns.
N: Na semana passada, o Novo Jornal levantou a questão da Via Costeira e do Ibama e a bancada federal ficou de se reunir. O que foi discutido?
HEA: Essa situação é um absurdo. A Via Costeira tem seus espaços há 40 anos destinado à construção, com o respeito ao meio ambiente. Restam treze áreas edificáveis. Quarenta anos depois querem destruir algo já consolidado. De repente o Ibama quer proibir as construções nas áreas possíveis. Já fui ao Ibama nacional. Mas vamos vencer.
N: Na quinta-feira, você esteve em Recife em evento do PMDB que agregou até adversários. Não há pretensões para fazer o mesmo em Natal em relação a Hermano, não é?
HEA: Não, não há. Cada estado tem suas peculiaridades. O evento foi um aniversário do deputado Raul Henry, que vai disputar a prefeitura de Recife. Cada município impõe uma realidade municipal...
N: Por falar em realidade municipal, você já deve ter discutido o vice de Hermano Morais com o deputado federal João Maia. Já pode antecipar quem é?
HEA: Não. No final da semana, discutiremos com todos os partidos da coligação o nome que será o vice.
N: Mas você confirma que seá um nome do PR?
HEA: Pode ser.
N: Nesta semana, o Nominuto divulgou uma pesquisa que considerou um cenário sem Carlos Eduardo. No quadro apresentado, Hermano Morais registra empate técnico com Rogério Marinho. Vocês consideram a possibilidade de Carlos Eduardo não disputar e dar a Hermano chances reais de vitória?
HEA: Natal é uma cidade privilegiada. Tem os candidatos que deve ter para fomentar o debate de ideias. O ex-prefeito Carlos Eduardo, que deverá superar essa situação, e os deputados Hermano Morais e Rogério Marinho muito têm a contribuir com o debate para uma disputa de nível. Vamos aguardar. As convenções virão. E quero registrar que a maioria do eleitorado de Natal não tem candidato definido. Essa indefinição é no Brasil inteiro. Só vai começar a acontecer quando vier o programa eleitoral. Aí 70% ou mais vai começar a definir seu candidato.
N: Nessa mesma pesquisa, a administração da governadora Rosalba Ciarlini é reprovada por mais de 75% de Natal. Como você, que recentemente se aliou a esse governo, vê essa reprovação?
HEA: O que acontece é que todo governo que se inicia...
N: Mas ela não está iniciando. Tem um ano e meio.
HEA: Mas tem a conjuntura de dificuldades. Há ainda as modificações de secretariado, que agravaram a situação. Ela tem dificuldades. Primeiro, ela tem uma grande qualidade: seu governo tem ética e sem escândalo.
N: Mas o governo acabou de ser envolvido numa polêmica com a divulgação de áudios que indicam um suposto caixa dois.
HEA: Não. O governo Rosalba não tem nada disso. Nada que envolva sua ética. O governo não tem uma acusação que possa envolver a administração. Transparência é cobrada pela sociedade. E isso tem. A partir daí, os problemas eventuais, como os dos secretários, serão solucionados. E acredito que ela vai superar isso com a ajuda de todos nós.
N: Essa mesma pesquisa revelou que 52% de Natal não votariam em um candidato apoiado por você. Como o líder do PMDB encara essa rejeição, em que pese Hermano ser um dos menos rejeitados?
HEA: Veja que há uma contradição. São pesquisas que revelam o momento, o desempenho. Todos sabem que temos um passado de lutas pelo Rio Grande do Norte. Há momentos que você agrada e desagrada. Hermano tem o apoio de Henrique, Garibaldi...
N: Que detém a maior influência sobre o eleitorado, de acordo com a pesquisa.
HEA: Pois é. Para você ver. O PMDB...
N: Permita-me interromper. O mesmo levantamento indica que, para o natalense, o PMDB é o partido mais forte de Natal.
HEA: E quem preside o PMDB?
O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, espera que o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves supere o impasse com a Câmara Municipal e seja um dos candidatos que "têm muito a contribuir com o debate para uma Natal melhor".
Ele comenta ainda que, embora Carlos Eduardo lidere as pesquisas, a maior parte do eleitorado natalense não definiu em quem vai votar. Por falar em definição, a propósito, Alves promete que o vice de Hermano será concretizado no próximo fim de semana.
Na seara nacional, ele acredita que será o próximo presidente da Câmara dos Deputados, mas que e a eleição para a definição do posto não está definida, conforme a seguinte entrevista:
Nominuto: A imprensa não pára de noticiar fatos que comprometem seu projeto de se tornar o presidente da Câmara. Você diz que confia, contudo, no acordo com o PT. A eleição está definida?
HEA: Não. Tenho otimismo de o PMDB eleger o presidente da Câmara. Há compromisso desde Chinaglia de revezamento entre os dois maires partidos. Michel Temer foi presidente, agora é Marco. Dois partidos não escolhem o presidente. Buscamos consenso para eleger um com interlocução representativa. Se Deus quiser, sou otimista em relação a esse sonho que possa realizar.
Muitos deputados têm aproveitado a CPMI do Cachoeira para manifestar a contrariedade que têm pela pouca interlocução do Planalto, dando sinais de retaliação ao projeto do PT. Nesses episódios, seu nome sempre aparece como “líder dos amotinados”, costurando apoios para sua eleição.
Vamos dividir essa questão em duas. A CPI em primeiro lugar. Seria um absurdo um comportamente desses na CPI, que demanda maturidade e responsabilidade. Se comportar assim por contrariedade ao goveno não é correto. A CPI tem um foco que deve ser seguido. Em relação ao Legislativo, não posso negar que há uma insatisfação com a maneira com que o governo tem dialogado. Mas não culpo a presidente Dilma. Muitas vezes é um ministro A ou B que privilegia um partido A ou B, principalmente em ano eleitoral. As emendas dos parlamentares aos municípios não são grandes obras. Há excesso de burocracias, agravado pelos descasos de alguns ministros, o que têm causado descontentamento na base, do PMDB, do próprio PT e outros partidos. Quero ajudar a aquietar essa situação e abrir um diálogo para criar uma condição mais tranquila.
Enquanto a presidente vetou as emendas do Congresso ao OGU, paralelamente, parlamentares do PT distribuíam benesses com proventos da União. Como o PMDB encarou isso?
Veja bem, a questão da emenda não é um favor do Executivo. É um direito do poder Legislativo. No orçamento da União tem o direito do parlamentar de reivindicar emendas que foram aprovadas. O orçamento é uma lei que foi aprovada e tem que ser cumprida. Queremos tornar o orçamento impositivo, para não depender de vontades de governos. Se você aprovou, deve ser cumprido. Deve ter mais fiscalização e mais debate na discussão da matéria.
N: A presidente se reuniu com governadores e um dos pontos foi a guerra fiscal entre os estados. Há notícias sobre um consenso?
HEA: Não. É uma questão difícil essa. As desigualdade geradas pela questão... O Norte e Nordeste que saem no prejuízo. A influéncia do Sul. É uma guerra que...
N: Por falar em guerra, outra, de mesmo assunto é a da definição do Fundo de Participação dos Estados. Como está a matéria?
HEA: Queremos conseguir do Supremo um prazo maior para manter o benefício enquanto estudamos uma proposta. Ele realmente tem que passar por revisão, mas é difícil mexer num assunto que vai implicar perdas para alguns.
N: Na semana passada, o Novo Jornal levantou a questão da Via Costeira e do Ibama e a bancada federal ficou de se reunir. O que foi discutido?
HEA: Essa situação é um absurdo. A Via Costeira tem seus espaços há 40 anos destinado à construção, com o respeito ao meio ambiente. Restam treze áreas edificáveis. Quarenta anos depois querem destruir algo já consolidado. De repente o Ibama quer proibir as construções nas áreas possíveis. Já fui ao Ibama nacional. Mas vamos vencer.
N: Na quinta-feira, você esteve em Recife em evento do PMDB que agregou até adversários. Não há pretensões para fazer o mesmo em Natal em relação a Hermano, não é?
HEA: Não, não há. Cada estado tem suas peculiaridades. O evento foi um aniversário do deputado Raul Henry, que vai disputar a prefeitura de Recife. Cada município impõe uma realidade municipal...
N: Por falar em realidade municipal, você já deve ter discutido o vice de Hermano Morais com o deputado federal João Maia. Já pode antecipar quem é?
HEA: Não. No final da semana, discutiremos com todos os partidos da coligação o nome que será o vice.
N: Mas você confirma que seá um nome do PR?
HEA: Pode ser.
N: Nesta semana, o Nominuto divulgou uma pesquisa que considerou um cenário sem Carlos Eduardo. No quadro apresentado, Hermano Morais registra empate técnico com Rogério Marinho. Vocês consideram a possibilidade de Carlos Eduardo não disputar e dar a Hermano chances reais de vitória?
HEA: Natal é uma cidade privilegiada. Tem os candidatos que deve ter para fomentar o debate de ideias. O ex-prefeito Carlos Eduardo, que deverá superar essa situação, e os deputados Hermano Morais e Rogério Marinho muito têm a contribuir com o debate para uma disputa de nível. Vamos aguardar. As convenções virão. E quero registrar que a maioria do eleitorado de Natal não tem candidato definido. Essa indefinição é no Brasil inteiro. Só vai começar a acontecer quando vier o programa eleitoral. Aí 70% ou mais vai começar a definir seu candidato.
N: Nessa mesma pesquisa, a administração da governadora Rosalba Ciarlini é reprovada por mais de 75% de Natal. Como você, que recentemente se aliou a esse governo, vê essa reprovação?
HEA: O que acontece é que todo governo que se inicia...
N: Mas ela não está iniciando. Tem um ano e meio.
HEA: Mas tem a conjuntura de dificuldades. Há ainda as modificações de secretariado, que agravaram a situação. Ela tem dificuldades. Primeiro, ela tem uma grande qualidade: seu governo tem ética e sem escândalo.
N: Mas o governo acabou de ser envolvido numa polêmica com a divulgação de áudios que indicam um suposto caixa dois.
HEA: Não. O governo Rosalba não tem nada disso. Nada que envolva sua ética. O governo não tem uma acusação que possa envolver a administração. Transparência é cobrada pela sociedade. E isso tem. A partir daí, os problemas eventuais, como os dos secretários, serão solucionados. E acredito que ela vai superar isso com a ajuda de todos nós.
N: Essa mesma pesquisa revelou que 52% de Natal não votariam em um candidato apoiado por você. Como o líder do PMDB encara essa rejeição, em que pese Hermano ser um dos menos rejeitados?
HEA: Veja que há uma contradição. São pesquisas que revelam o momento, o desempenho. Todos sabem que temos um passado de lutas pelo Rio Grande do Norte. Há momentos que você agrada e desagrada. Hermano tem o apoio de Henrique, Garibaldi...
N: Que detém a maior influência sobre o eleitorado, de acordo com a pesquisa.
HEA: Pois é. Para você ver. O PMDB...
N: Permita-me interromper. O mesmo levantamento indica que, para o natalense, o PMDB é o partido mais forte de Natal.
HEA: E quem preside o PMDB?