Fóssil de supertatu achado na Bahia é o mais completo do país

Apesar do estranho e triste caso da cobra de quatro patas (veja aqui e aqui), a paleontologia brasileira não vive só de tragédias — muito...

Apesar do estranho e triste caso da cobra de quatro patas (veja aqui e aqui), a paleontologia brasileira não vive só de tragédias — muito pelo contrário, aliás. Foi com imenso prazer que fiquei sabendo da descoberta de um completíssimo exemplar de tatu-gigante numa caverna na região de Iramaia, na Chapada Diamantina, realizada por espeleólogos e pesquisadores da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

O bicho de 220 kg pertencia à espécie Holmesina major e foi estudado para a dissertação de mestrado de Jorge Felipe Moura de Jesus, orientada por Marcelo Adorna Fernandes, pesquisador que ajudou a reunir a maior coleção de pegadas fósseis do Brasil na própria UFSCar.
Reconstrução artística da espécie (Crédito: Luan Jardim de OIiveira)
Nosso monstro era, para todos os efeitos, uma versão em grande escala dos tatus bem menores de hoje. Não devemos confundi-lo com os gliptodontes, parentes extintos dos tatus com uma enorme carapaça arredondada, semelhante a um capô de fusca. A principal diferença em relação aos animais atuais era a dieta: o H. major era herbívoro e preferia uma dieta de grama, diferentemente dos insetos e outros pequenos animais consumidos por seus parentes de hoje.

Trata-se do primeiro esqueleto praticamente completo da espécie descoberto até hoje.



http://darwinedeus.blogfolha.uol.com.br/2015/08/05/o-tatuzao-e-nosso/

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