Estudantes saem às ruas em protesto
Estudantes de quatro capitais do país foram às ruas, no início da noite de ontem, protestar contra o reajuste na tarifa do transporte p...
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O protesto de ontem foi iniciado às 17h, ao lado do shopping Via Direta, pouco tempo depois do juiz federal Magnus Augusto Costa Delgado autorizar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar utilizem as tropas de choque durante a manifestação. Indiferentes a ordem, os manifestantes logo ocuparam todas as faixas da BR-101, em ambos sentidos. A mobilização ocorreu dois dias depois da redução de dez centavos aplicado à tarifa de ônibus, devido à desoneração tributária.
O grupo era composto por cerca de 500 manifestantes. Alguns cobriam os rostos com máscaras e camisetas e, monidos de latas de spray de tinta, picharam as muretas de proteção da BR com palavras de baixo calão. Uma fogueira com vários pneus foi acesa. O trânsito foi desviado por agentes da PRF na altura da Árvore de Mirassol.
A PRF tentou negociar a liberação de pelo menos uma faixa para o fluxo dos veículos. Alguns estudantes concordaram, mas a maioria preferiu desobedecer outra decisão judicial que proíbe a ocupação da BR-101 para realização de protestos. O grupo caminhou até a passarela localizada no bairro de Potilândia. Lá, uma parte decidiu promover um “roletaço”, outros manifestantes decidiram seguir com a caminhada até as imediações do shopping Midway.
Durante a caminhada, o grupo resolveu subir o viaduto do Quarto Centenário para ter acesso à avenida Prudente de Morais. Quando passavam em cima do viaduto, um estudante identificado apenas como Matheus caiu de uma altura de aproximadamente sete metros. Agentes da PRF realizaram os primeiros socorros mesmo com a desaprovação da maioria dos estudantes que jogou objetos contra os policiais e exigiam a presença de uma ambulância do Samu. O estudante foi levado ao pronto-socorro Clovis Sarinho.
O restante do grupo de estudantes seguiu em caminhada pela Prudente de Morais até o Midway. Durante o percurso, promoveram cenas de vandalismo. Em algumas esquinas, atearam fogo em objetos de madeira e pneus. Na esquina das avenidas Bernardo Vieira com Hermes da Fonseca, o grupo jogou bola e fez uma ciranda. O subcomandante do BP Choque, major Marlon de Góis, afirmou que a polícia estava pronta para agir. “Mas não foi necessário. Acompanhamos o protesto de perto e o que podemos observar é que uma parte estava de fato reivindicando e outra estava pronta apenas para o confronto”, disse.
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