Wilma diz que falta diálogo e manda recado aos aliados
Gerson de Castro Da Redação Natal “Sem diálogo a gente não vai a lugar nenhum”. A afirmação é da vice-prefeita de Natal, professora...
https://novonoticiasrn.blogspot.com/2013/05/wilma-diz-que-falta-dialogo-e-manda.html
Gerson de Castro
Da Redação Natal
“Sem diálogo a gente não vai a lugar nenhum”. A afirmação é da vice-prefeita de Natal, professora Wilma de Faria e soa como um desabafo e um recado da presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) aos aliados da Oposição. Em entrevista ao Jornal da Cidade, da 94 FM, de Natal, disse na manhã desta quarta-feira (29) que o PSB precisa ser considerado um partido importante nas discussões sobre a campanha eleitoral de 2014.
O desabafo e recado de Wilma tem endereço certo. No mesmo noticiário de rádio, na manhã desta terça-feira, o vice-governador Robinson Farias, presidente estadual do PSD, defendeu que os partidos de Oposição precisam se unir. “É preciso que todo mundo faça a sua parte para unir. Ele precisa fazer a parte dele. Sem diálogo a gente não vai a lugar nenhum”, disse a ex-governadora.
Wilma ressaltou que é preciso fazer um esforço pela união dos partidos de Oposição. “Na política é preciso somar, multiplicar ideias e soluções”, disse ao reiterar a necessidade de mais diálogo entre os oposicionistas.
Em seguida, Wilma fez declarações que deixam claro o desconforto com o rumo de algumas conversas no círculo da Oposição. “Para fazer uma aliança é preciso participar do processo como um todo”, disse ao lembrar que estarão em disputa cadeiras de deputado federal, de vice-governador, senador e governador. E arrematou: “O PSB é um partido importante que tem estado presente em todas as pesquisas, ou em primeiro lugar ou em segundo lugar. Tem que ser considerado um partido importante”.
O desconforto de Wilma tem explicação. Ela disse que o projeto do PSB é lançá-la candidata a deputada federal com a possibilidade de ajudar a eleger pelo menos um companheiro de partido. “Esse não é o projeto de Wilma, mas do PSB, mas esse projeto pode se modificar”, ressalta, admitindo, porém, que pessoas que tem visitado na capital e no interior do Estado defendem que ela dispute novamente o Governo do Estado.
A quem Wilma pede para considerar o PSB um partido importante? A resposta é simples. Nas mesmas entrevistas em que defende a união e mais diálogo entre os partidos de Oposição, o vice-governador Robinson Farias avisa que não abrirá mão da candidatura ao Governo do Estado, projeto que acalenta há anos e que foi preterido pela própria Wilma quando da sua sucessão em 2010.
Robinson não esconde de ninguém que se preparou para ser candidato ao governo e que, após a reeleição em 2006, a então governadora Wilma de Faria lhe garantiu que ele seria o candidato dela nas eleições seguintes. Quando Wilma se decidiu pela candidatura ao Senado e foi substituída por Iberê Ferreira optou pela candidatura do seu até então vice-governador. Robinson Farias nunca a perdoou e apoiou a candidatura da então senadora Rosalba Ciarlini com quem romperia antes mesmo de completar o primeiro ano de governo.
Ao que parece Wilma de Faria e Robinson Faria, que voltaram a se reunir no mesmo palanque na eleição para prefeito de Natal, não estão tão próximos assim quando o assunto são as eleições de 2014. Robinson não abre do projeto de candidatura e vem percorrendo o interior com esta finalidade.
Wilma faz o mesmo, com o argumento de que é preciso fazer o trabalho de formação política dos filiados e militantes e também o fortalecimento e crescimento do PSB. A ex-governadora é candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados mas já sonha com a possibilidade de disputar cargo majoritário nas eleições do próximo ano.
A julgar pelas declarações recentes de ambos e pelos comentários acerca da pesquisa realizada pelo empresa Certus para o Jornal de Hoje, que incluiu apenas um cenário em que aparecem Robinson Farias e a governadora Rosalba Ciarlini, o diálogo está longe de se tornar uma concreta no âmbito das oposições. Basta ler nas entrelinhas e nas declarações já nem tão sutis.
defato.com
Da Redação Natal
“Sem diálogo a gente não vai a lugar nenhum”. A afirmação é da vice-prefeita de Natal, professora Wilma de Faria e soa como um desabafo e um recado da presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) aos aliados da Oposição. Em entrevista ao Jornal da Cidade, da 94 FM, de Natal, disse na manhã desta quarta-feira (29) que o PSB precisa ser considerado um partido importante nas discussões sobre a campanha eleitoral de 2014.
O desabafo e recado de Wilma tem endereço certo. No mesmo noticiário de rádio, na manhã desta terça-feira, o vice-governador Robinson Farias, presidente estadual do PSD, defendeu que os partidos de Oposição precisam se unir. “É preciso que todo mundo faça a sua parte para unir. Ele precisa fazer a parte dele. Sem diálogo a gente não vai a lugar nenhum”, disse a ex-governadora.
Wilma ressaltou que é preciso fazer um esforço pela união dos partidos de Oposição. “Na política é preciso somar, multiplicar ideias e soluções”, disse ao reiterar a necessidade de mais diálogo entre os oposicionistas.
Em seguida, Wilma fez declarações que deixam claro o desconforto com o rumo de algumas conversas no círculo da Oposição. “Para fazer uma aliança é preciso participar do processo como um todo”, disse ao lembrar que estarão em disputa cadeiras de deputado federal, de vice-governador, senador e governador. E arrematou: “O PSB é um partido importante que tem estado presente em todas as pesquisas, ou em primeiro lugar ou em segundo lugar. Tem que ser considerado um partido importante”.
O desconforto de Wilma tem explicação. Ela disse que o projeto do PSB é lançá-la candidata a deputada federal com a possibilidade de ajudar a eleger pelo menos um companheiro de partido. “Esse não é o projeto de Wilma, mas do PSB, mas esse projeto pode se modificar”, ressalta, admitindo, porém, que pessoas que tem visitado na capital e no interior do Estado defendem que ela dispute novamente o Governo do Estado.
A quem Wilma pede para considerar o PSB um partido importante? A resposta é simples. Nas mesmas entrevistas em que defende a união e mais diálogo entre os partidos de Oposição, o vice-governador Robinson Farias avisa que não abrirá mão da candidatura ao Governo do Estado, projeto que acalenta há anos e que foi preterido pela própria Wilma quando da sua sucessão em 2010.
Robinson não esconde de ninguém que se preparou para ser candidato ao governo e que, após a reeleição em 2006, a então governadora Wilma de Faria lhe garantiu que ele seria o candidato dela nas eleições seguintes. Quando Wilma se decidiu pela candidatura ao Senado e foi substituída por Iberê Ferreira optou pela candidatura do seu até então vice-governador. Robinson Farias nunca a perdoou e apoiou a candidatura da então senadora Rosalba Ciarlini com quem romperia antes mesmo de completar o primeiro ano de governo.
Ao que parece Wilma de Faria e Robinson Faria, que voltaram a se reunir no mesmo palanque na eleição para prefeito de Natal, não estão tão próximos assim quando o assunto são as eleições de 2014. Robinson não abre do projeto de candidatura e vem percorrendo o interior com esta finalidade.
Wilma faz o mesmo, com o argumento de que é preciso fazer o trabalho de formação política dos filiados e militantes e também o fortalecimento e crescimento do PSB. A ex-governadora é candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados mas já sonha com a possibilidade de disputar cargo majoritário nas eleições do próximo ano.
A julgar pelas declarações recentes de ambos e pelos comentários acerca da pesquisa realizada pelo empresa Certus para o Jornal de Hoje, que incluiu apenas um cenário em que aparecem Robinson Farias e a governadora Rosalba Ciarlini, o diálogo está longe de se tornar uma concreta no âmbito das oposições. Basta ler nas entrelinhas e nas declarações já nem tão sutis.
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