Prefeitos aguardam FPM extra para pagar 13º salário
A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira (28) o fator de correção da última cota de novembro de Fundo de Particip...
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A
Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira (28) o fator
de correção da última cota de novembro de Fundo de Participação dos
Municípios, o que projeta um aumento de 35% em relação do FPM de
outubro. As prefeituras de cidades com até 10.188 habitantes vão fechar o
mês com R$ 515,6 mil em valores brutos, que não incluem os descontos de
20% do Fundo Nacional da Educação e Valorização do Magistério (Fundeb),
15% do Fundo Municipal de Saúde, 1% do Pasep, além das contribuições
sociais, que variam de prefeitura a prefeitura. O fator de correção é de
1,0953%.
Em final de mandato, e preocupados com o
que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal sobre o equilíbrio
financeiro da gestão pública, a esperança dos prefeitos é a parcela
extra do FPM, uma espécie de poupança que é feita ao longo do ano (o
tesouro retém 1% do volume de recursos a cada mês) para pagar o
décimo-terceiro dos servidores municipais.
O dinheiro do FPM-Extra deve ser depositado até o dia 10 de dezembro
para que a segunda parcela do abono natalino possa ser paga antes do dia
20, como determina a legislação trabalhista vigente no Brasil.
Um estudo divulgado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), no
início de novembro, mostra que no acumulado do ano, em valores brutos e
descontada a inflação, o valor repassado pelo governo federal aos
municípios era, até então, de R$ 57,1 bilhões. "Em comparação com os
valores do mesmo período do ano passado, o FPM acumula uma queda de
2,7%", aponta o estudo.
Os prefeitos brasileiros, que estiveram em Brasília no final de outubro,
defendem uma reforma tributária urgente e a redistribuição dos
royalties do petróleo. Eles lembram que o parcelamento previdenciário,
autorizado pela presidenta Dilma Rousseff, não resolve o problema.
Primeira viagem
Na semana passada, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, esteve em Natal
participando de um encontro com prefeitos eleitos, organizado pela
Femurn - Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte.
Ziulkoski apresentou números mostrando a sazonalidade do FPM nos últimos
dez anos e mandou um recado para os "marinheiros de primeira viagem".
"Não se emocionem com a boa arrecadação no início de cada ano. Na
bonança é hora de economizar, poupar recursos até o final do mandato
para cobrir eventuais dívidas."
Segundo ele, a crise financeira deve se agravar com as novas atribuições
e obrigações imposta aos municípios. Os levantamentos da entidade
apontam que os pisos salariais dos profissionais de saúde e de outras
categorias, em análise no Senado e na Câmara dos Deputados, representam
um impacto de R$ 50 bilhões por ano para os cofres municipais.
Fonte: Tribuna do Norte
