Advogado e empresário são presos em operação contra máfia de combustíveis

                               Coletiva de imprensa no Ministério Público na manhã desta terça Pelo menos quatro pessoas foram pre...

Coletiva de imprensa no Ministério Público na manhã desta terça (LarissMoura/D.N/D.A/Press)



                               Coletiva de imprensa no Ministério Público na manhã desta terça
Pelo menos quatro pessoas foram presas e outras duas estão sendo procuradas pela prática de irregularidades na aquisição, distribuição e revenda de combustíveis no Estado do RN. A operação Drible, desbaratada na manhã desta terça-feira (13), contabiliza pelo menos R$ 7 milhões de prejuizo ao Governo do Estado, devido a sonegação fiscal. Alexandre Bruno Mendes, gerente de um dos postos, e João Maria Sátino Barros, apontado como advogado do grupo, foram presos nesta terça. Já Severino Fernandes Nunes, um dos supostos laranjas, e Alcivan Mendes, apontado como chefe do Grupo, continuam foragidos da polícia.

Descoberta de um fundo falso em um posto de combustíveis de Felipe Camarão
Descoberta de um fundo falso em um posto de combustíveis de Felipe Camarão (Divulgação/PRF)Em Natal, quatro postos foram fechados devido a operação: o Posto Sto. Antônio, Posto Nova Parnamirim, Posto Nova Natal e Posto Lagoa Nova. Além deles, o Posto Lagoa Azul teve uma das bombas interditada, e uma a Distribuidora Mossoroense, em São Gonçalo, e a Transportadora Aliança também foram apontadas no esquema. Foram encontrados nos postos documentos, dinheiro, celulares, bebidas, além de armas e munições, que resultaram na prisão de Silvio Aleguiere e Welson Belquiades (este, na Paraíba), por porte ilegal de arma.

A promotora Patrícia Martins destaca que a ação da quadrilha também prejudicou muito os consumidores, que compravam a gasolina comum, pagando por gasolina aditivada – que por vezes era comum ou aditivada artesanalmente. Segundo o Ministério Público, desde de 2005 a quadrilha já adquiriu, de forma irregular, um volume aproximado de 16.345.000 de litros de álcool, produzindo no mercado varejista. O superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Rosembergue Alves, conta que não houve resistência nas prisões, porque a operação contava com o elemento surpresa. “A operação transcorreu de forma tranquila porquê eles aceitaram essa parte da fiscalização, porque também tem o elemento surpresa que nos favorece”, afirmou.

 Durante a investigação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), pelas Promotorias de Justiça de Combate à Sonegação Fiscal e de Defesa do Consumidor e pela Polícia Civil, juntamente com a Secretaria Estadual de Tributação, foram constatados indícios das seguintes práticas ilícitas pela quadrilha: distribuição ilegal de álcool combustível, concorrência desleal, adulteração de combustível, lavagem de ativos, formação de quadrilha, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, crime contra a ordem tributária – sonegação de tributo, crimes de corrupção ativa, entre outros.
DN online

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