Júri popular de 28 réus do massacre do Carandiru é marcado para janeiro de 2013

O júri popular de 28 réus do confronto entre policiais e presos que deixou 111 mortos na Casa de Detenção de São Paulo, em 2 de outubro de...

O júri popular de 28 réus do confronto entre policiais e presos que deixou 111 mortos na Casa de Detenção de São Paulo, em 2 de outubro de 1992, conhecido como massacre do Carandiru, foi marcado para o dia 28 de janeiro de 2013, no Fórum da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. A decisão é do juiz da Vara do Júri de Santana, José Augusto Nardy Marzagão, que assumiu a presidência do processo em julho deste ano.
A demora para o julgamento, que envolvia muitos réus e foi adiado pelo grande números de recursos das defesas, fez com que o número de acusados diminuísse por conta de mortes e da prescrição de alguns crimes. No total, há 79 réus citados por homicídio. O número inicial de acusados chegou 116 policias militares.
Na decisão que marcou a data do julgamento, o juiz descartou a utilização de uma perícia de confronto balístico, que não seria possível ser realizada. "Como se sabe, processo é instrumentalidade e efetividade, dando a cada um aquilo que lhe pertence. Logo, não se mostra razoável insistir numa perícia fadada ao insucesso", expressou o magistrado. Na decisão, foi determinado ainda que sejam requisitadas as folhas de antecedentes dos acusados, que respondem por homicídio doloso.
  Fachada da Casa de Detenção do Complexo Penitenciário do Carandiru, dois dias após o massacre ocorrido no local

O massacre e o coronel
O massacre do Carandiru ocorreu no dia 2 de outubro de 1992. Durante uma rebelião, a Polícia Militar resolveu invadir o local e matou 111 presos. Todos policiais saíram ilesos. A invasão foi comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães, que chegou a ser condenado a 632 anos de prisão, mas em fevereiro de 2006 o Tribunal de Justiça de São Paulo reformou a decisão e absolvel o coronel. Ubiratan foi morto em setembro de 2006 com um tiro na barriga, em seu apartamento nos Jardins, região nobre de São Paulo.
Depois de ter sua história manchada, a casa de detenção foi desativada no começo de 2002 e demolida no final do ano. No lugar, foi construído o Parque da Juventude.
Fonte: Último Segundo

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