Crise no Walfredo pode chegar à corte internacional
A crise no maior hospital público do Rio Grande do Norte, o Monsenhor Walfredo Gurgel, pode ganhar repercussão internacional. O Conselho...
https://novonoticiasrn.blogspot.com/2012/09/crise-no-walfredo-pode-chegar-corte.html
A
crise no maior hospital público do Rio Grande do Norte, o Monsenhor
Walfredo Gurgel, pode ganhar repercussão internacional. O Conselho
Estadual de Direitos Humanos (CEDH) avalia comunicar oficialmente à
Corte Latinoamericana de Direitos Humanos a situação de crise na saúde
pública potiguar.
A
informação é do coordenador estadual do conselho, Marcos Dionísio
Medeiros Caldas, que afirmou que a entidade pode elaborar um relatório
elencando porque motivos os direitos humanos à vida das pessoas estão
sendo violado no RN. Contudo, a entidade ainda vai aguardar a decisão
judicial movida pelo Conselho Regional de Medicina (Cremern), que
seguirá para o âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), antes de
comunicar ao organismo internacional.
 Para secretário de saúde, cenário visto no hospital seria montado |
O
Rio Grande do Norte está em estado de calamidade pública nas urgências e
emergências da saúde. O plano de enfrentamento do governo potiguar é
lento, e não consegue atender aos problemas mais críticos, como o
abastecimento de forma imediata, previsto há 60 dias. Marcos Dionísio
explica que vários fatores dão respaldo a uma intervenção da Corte
Interamericana no estado. "Não apenas no Walfredo os direitos humanos
estão sendo violados. O mesmo acontece com os adolescentes em condições
subhumanas nos Ceducs e no sistema penitenciário estadual, que é uma
bomba prestes a explodir a qualquer momento", disse ele. "Se não houver
uma resolução urgente e rápida com relação ao que chamamos dessa
falência múltipla das políticas públicas, a situação se tornará
insustentável. É preciso fazer algo".O
coordenador estadual do Conselho de Direitos Humanos salientou ainda
que ocorre uma "discordância administrativa que não consegue atender às
demandas. Por isso a crise no Walfredo e em outras unidades de saúde.
Além disso, é preciso salientar que não apenas o Governo do Estado tem
responsabilidades. São vários entes. A prefeitura de Natal, por exemplo,
também tem problemas de dívidas com as cooperativas médicas e não
atende a demanda na rede básica como deveria. Isso provoca a
superlotação nas unidades estaduais", lembrou.
http://www.diariodenatal.com.br