CMN derruba parecer contrário à Lei dos Postos
O projeto que permite a instalação de postos de combustíveis em supermercados e hipermercados continua tramitando na Câmara Municipal do ...
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O projeto que permite a instalação de postos de combustíveis em
supermercados e hipermercados continua tramitando na Câmara Municipal do
Natal. Na sessão ordinária desta terça-feira (18), os vereadores
derrubaram o parecer da Comissão de Justiça da Casa, que era contrário à
matéria. Caso o parecer fosse aprovado, a proposta seria arquivada.
Após polêmica, nove vereadores votaram pela derrubada do projeto, quatro
foram favoráveis à derrubada, um se absteve e sete estiveram ausentes. O
projeto segue para mais duas comissões e a expectativa é de apreciação
antes das eleições.
A sessão da Câmara
Municipal começou tumultuada. O líder da prefeita Micarla de Sousa (PV)
na CMN, vereador Enildo Alves (DEM), sugeriu que a matéria fosse
retirada da pauta do dia, justificando que o projeto de lei precisa
tramitar em todas as comissões antes de ir para plenário. Alves
declarou, caso a votação prosseguisse, que iria deixar o plenário "e
patrocinar o esvaziamento da sessão para não dar quórum". Porém, não
teve êxito no pedido.
O vereador Professor Luís
Carlos (PMDB), que presidia a sessão, garantiu a apreciação da pauta,
argumentando que o que estava em apreciação não era a aprovação da lei, e
sim o parecer contrário da Comissão.
ntes de Enildo Alves se retirar do plenário, sendo acompanhado pelo
vereador Maurício Gurgel (PHS), o vereador Júlio Protásio (PSB) afirmou
que o líder da prefeita "representa o cartel de combustíveis de Natal".
Enildo defendeu-se declarando que "trabalha para garantir a manutenção
da lei" elaborada pelo próprio há 14 anos, que veda a instalação de
postos de combustíveis em hipermercados e shoppings.
"Fiz
apelo para essa matéria entrar em votação após as eleições, mas não
aceitaram a proposta", disse Enildo Alves, antes de deixar a sessão.
A
manobra não surtiu o efeito pretendido e a votação prosseguiu com a
presença de 14 vereadores. Foram contrários ao parecer e,
consequentemente, favoráveis ao projeto, os vereadores Júlio Protásio,
Prof. Luís Carlos, Júlia Arruda (PSB), Raniere Barbosa (PRB), Sargento
Regina (PDT), Aquino Neto (PV), Ney Lopes Jr (DEM), Edivan Martins (PV) e
o autor do projeto, Fernando Lucena (PT). Foram contrários os
vereadores Adão Eridan (PR), Assis Oliveira (PR), Chagas Catarino (PP) e
George Câmara (PCdoB), enquanto Franklin Capistrano (PSB) se absteve.
Estiveram ausentes os vereadores Adenúbio Melo (PSB), Albert Dickson
(PP), Bispo Francisco de Assis (PSB), Dickson Nasser (PSB), Heráclito
Noé (Sem partido), além de Enildo Alves e Maurício Gurgel.
Ano
passado, o mesmo projeto havia sido apresentado pelo vereador Raniere
Barbosa e reprovado pela CMN. Dessa vez, a proposição foi do vereador
Fernando Lucena (PT), que reapresentou o projeto - Barbosa subescreve a
proposta. "Vamos acelerar para votar antes das eleições. Se é demagogia
querer baixar o preço do conbustível, pode me chamar de demagogo", disse
Lucena. "O combustível é um dos fatores que interfere no custo de vida
da população", completou Raniere Barbosa.
Agora,
a proposta vai tramitar nas comissões de Trabalho e Direitos Humanos e
de Plenajamento Urbano. Após os pareceres, o projeto retorna ao plenário
para a votação definitiva. Ainda não há data para que as comissões
apreciem a proposta.
fonte:TN