Falhas em Hospital de Mossoró levam a descredenciamento do SUS
Uma Ação Civil Pública ajuizada pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual em Mossoró levou a Justiça Federal a determinar a rescisão...
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Uma Ação Civil Pública ajuizada pelos Ministérios Públicos Federal e
Estadual em Mossoró levou a Justiça Federal a determinar a rescisão do
convênio firmado pela Associação de Assistência e Proteção à Maternidade
e à Infância de Mossoró (Apamim) e os gestores do Sistema Único de
Saúde (SUS). A partir de agora, o hospital não poderá oferecer pelo SUS
os atendimentos de alta complexidade cardiovascular e ainda terá que
pagar R$ 2 mil de multa por irregularidades na prestação do serviço.
A
ação surgiu após denúncia realizada por um médico vinculado à Apamim
que verificou falhas na prestação de serviço e não cumprimento das
normas estabelecidas para o credenciamento da associação privada junto
ao Sistema Único de Saúde. Uma auditoria realizada pelo Departamento
Nacional de Auditoria do SUS verificou, dentre outras irregularidades, a
inexistência de atendimento ambulatorial no pré e pós operatório em
alta complexidade cardiovascular, ausência de acesso à
urgência/emergência aos usuários do SUS e até falta de materiais de
higiene e alguns equipamentos em setores do hospital.
Para
o Ministério Público Federal é função do SUS servir a população e
garantir o direito fundamental do ser humano à saúde. A procuradora da
República responsável pela ação, Marina Romero de Vasconcelos, defende
que "ao negligenciar a obrigação de fornecer toda a estrutura,
aparelhamento e recursos humanos necessários à prestação de assistência
integral à saúde da população usuária do SUS, os demandados põem em
evidente perigo a vida dessas pessoas".
A
partir dos fatos expostos, o juiz da 8ª Vara da Justiça Federal, André
Dias Fernandes, considerou procedente o pedido do MPF, determinando a
rescisão do convênio e o pagamento de multa. Os serviços de alta
complexidade em cirurgia cardiovascular aos pacientes do SUS em Mossoró e
demais municípios do Oeste do estado estão sendo realizados pelo
Hospital Wilson Rosado, em contratação emergencial, devidamente
autorizada pela Justiça. Para a contratação definitiva dos serviço, a
Justiça determinou a abertura de procedimento licitatório.
Com informações do MPF/RN.
