PT de Pendências articula candidatura a prefeito
Ainda é possível que haja um fracionamento das forças políticas de oposição na cidade de Pendências,Vale do Açu,com vistas ao processo el...
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Ainda
é possível que haja um fracionamento das forças políticas de oposição
na cidade de Pendências,Vale do Açu,com vistas ao processo eleitoral
sucessório de 7 de outubro.
Principal
interlocutor do Partido dos Trabalhadores (PT) no município,o vereador
Isac Carlos dos Santos confirmou que ainda é visível a hipótese de a
sigla optar por não respaldar a pré-candidatura do empresário Gustavo
Queiroz (PMN),hoje único nome da oposição com tal intento,e indicar uma
alternativa própria à eleição. Isac Carlos explicou que não existe qualquer indisposição pessoal ou política em relação ao pré-candidato do PMN.
Inclusive,
vê como uma consequência natural que o PT possa apoiá-lo. No
entanto,declarou que existe uma discussão interna no partido em que se
avalia a possibilidade de exibir uma candidatura a prefeito de suas
fileiras ao pleito que se aproxima. "Estamos discutindo [no partido] e
não temos uma posição tomada ainda",frisou.
"Mas,
tudo indica que nós vamos lançar uma candidatura do partido",
completou. O parlamentar-mirim registrou que o desejo do PT de se
envolver com um nome próprio na sucessão municipal reflete a intenção da
sigla de provocar um debate mais aprofundado sobre o município.
"Sempre
o PT levantou bandeira para outros e agora a gente está querendo
realmente criar uma proposta para a cidade e discutir o futuro de
Pendências que realmente promissora e temos visto que os governos que
passaram não fizeram o que deveria ter sido feito por Pendências",
justificou o vereador petista.
O possível ingresso de um nome do PT para concorrer à chefia do Executivo pendenciense em tese ragilizaria
projeto político de Gustavo Queiroz (PMN). Vencido na sucessão
municipal de 2008 pelo prefeito Ivan de Souza Padilha (PMDB), ele até
agora despontava como capaz de aglutinar todas as forças de oposição
como objetivo de interpor-se ao projeto de reeleição do primeiro
mandatário.
Aliás,o prefeito terá algumas dificuldades para projetar-se como candidato a mais quatro anos.
Recentemente,
a Câmara desaprovou suas prestações de contas correspondentes aos
exercícios de 2009 e 2010, fato que pode torná-lo inelegível. - O gestor
ainda tentou anular a sessão plenária do Legislativo na qual se deu a
rejeição às matérias.
Seu
defensor, advogado Erick Pereira, patrocinou uma ação (Processo nº
0000351-65.2012.8.20.0148) com este fim, mas a petição foi indeferida em
primeira instância no dia 3 de fevereiro passado pelo juiz da comarca
de Pendências, Marco Antônio Mendes Ribeiro.
O magistrado interpretou que não existiu sustentação jurídica legal para uma intervenção do Poder Judiciário na atribuição da Câmara, que agiu regimentalmente ao desaprovar as contas por maioria de dois terços de seus membros – seis vereadores.
O Mossoroense